domingo, 28 de maio de 2017

Texto #21 (Aquela infinitas memórias que ainda vão vir)

 Meu coração está acelerado, meus olhos fechados, sinto a ponta dos teus dedos traçando o caminho na minha cintura, descendo minha coxa e subindo até o ombro.
Escuto tua voz, sussurrado em meu ouvido e escuto a minha fraca, quase um gemido. “Você não sabe o quanto esperei por esse dia” duas vozes, a mesma frase. Uma risada envergonhada.
Meu corpo arqueia, teu corpo arqueia. O coração acelerado, batendo em um ritmo até agora desconhecido. Meu corpo arqueia com o toque de sua pele, de seus lábios, com a sua respiração entrecortada na minha ofegante.
Consigo sentir meu coração batendo em todo meu corpo, me sinto fria todos meus sentidos concentrado em seu toque, todo meu calor vindo de ti, minha vista embaça, teus sussurros cada vez mais distante, minhas pernas fraquejam e sei que tive saudades desse momento mesmo antes de acontecer.
Abro os olhos e encontros os teus, com aquele brilho, aquela chama. Te puxo pra perto e me escondo na curva de teu seio, meu rosto queimando, escuto teu coração, rápido como o meu, desco as mãos na tua pele macia, tua cintura pequena, e suas coxas.
Seu corpo arqueia, meu corpo arqueia.
Minha respiração falha, tua voz um gemido, minha voz um sussurro. Está chovendo lá fora e não precisamos sair da cama, ao menos é o que a convenço. “Você não faz ideia do quanto esperei por isso” duas vozes, uma frases, você deita em meu peito, o peso do lenço em nossos corpos nus.
Fecho os olhos. Não precisamos sair.

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