segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Texto #13 (Do infinito de coisas que eu deveria dizer)

 Podemos conversar amanhã, sabe, podemos terminar tudo amanhã de manhã quando acordarmos.
 Podemos sim, mas por hoje, eu preciso que você me abrace, me abrace e sorria, por hoje preciso que você beije minha mão, meu ombro, meu rosto, meus lábios.
 Por hoje, e só por hoje, preciso que você me aninhe em seu colo, faça carinho e não diga nada. Por hoje, eu peço que seja meu, só mais essa noite.
 Por hoje colaremos nossos corpos, bagunçaremos nossas camas, por hoje iremos dançar nossa música preferida até nossos corpos suarem.
 Amanhã, a gente vê o que acontece, onde ficamos. Amanhã a gente se entende. Mas por hoje, por hoje a gente se descomplica.
 Por hoje, a gente ri, sorri, se cansa e descansa, a noite é uma criança.
 Vem cá, se aninha em meus braços, deita no meu peito, pode dormir aqui essa noite.
 Amanhã a gente esquece, amanhã esquecemos dos beijos, das danças, do carinho. Amanhã a gente esquece tudo e segue pra casa.
 Ou a gente esquece de esquecer...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Quero você.

Quero que você pegue minha mão, que você me abrace com vontade, com saudade. Quero que sinta vontade de dormir ao meu lado.
 Quero que me diga o que pensa, o que sente, que me conte suas histórias mais sem noção, quero que me conte suas idéias mais malucas como viajar o mundo de carro e me diga "Vamos?"
 Não quero ser a única coisa em sua mente o dia todo, mas a última coisa que pensa ao ir dormir. Quero que lembre de mim com um sorriso, que lembre de nossas noites acordados e dos inúmeros por do sol que vimos e que ainda vamos ver.
 Quero que sinta vontade de me beijar, e que me beije, mesmo que eu esteja no meio de uma frase, ou que eu esteja distraída. Quero que você veja um filme em cartaz que seja a minha cara e me chame pra ver. Que me mande uma música só porque achou que eu gostaria, ou que me inspiraria.
 Quero que zoe meus livros de vampiros, que zoe minhas séries, mas me apresente aos que você gosta. E que me espere até chegar no mesmo episódio que você.
 Quero você sentado ao meu lado, jogando com meus amigos, quero que fique bravo quando eu mentir no jogo pela vergonha de dizer a verdade, quero te desafiar, quero ser desafiada. Quero horas e horas de bebida e brincadeiras, com você.
 Quero que me ligue de madrugada pra eu fugir de casa, da balada, da Gabi, só por que você sentiu vontade de mim. Quero que você sinta vontade de mim.
 Não quero ser a única na sua vida, não quero que você seja o único na minha vida. Mas quero, bom, quero poder dizer teu nome aos meus pais e não mentir onde estou.
 Quero que você me procure quando estiver cansado do mundo lá fora, que você ache a paz, aqui ao meu lado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Texto #12 (No infinito de coisas que disse em voz alta)


Sem que eu percebesse, as horas passavam, trancados dentro daquele quarto a meia luz, não sabia dizer se era tarde da noite ou cedo da manhã.
 Sem que eu percebesse, você estava deitado em meus braços, os olhos fechados e um sorriso nos lábios (talvez você não tenha percebido que sorria).
 E sem que eu percebesse, as palavras saíram da minha boca, um nó na minha garganta me dizia que finalmente eu havia me traído, com o coração apertado e o corpo gelado olhei em seus olhos, ainda fechados, e mais uma vez você sorria.
 Sem que percebêssemos, nossas vidas haviam mudado, meus sentimentos expostos em uma cama de motel, sem volta daqui em diante. E você. Você apenas sorria e não dizia nada.
  A noite virou dia, só percebi quando uma feixe de luz minúsculo entrou pela janela, sem que eu percebesse, você adormeceu em meus braços, sorrindo, como se eu fosse a única pessoa com quem gostaria de estar.
 E sem que eu percebesse, não havia outro lugar em que eu preferiria estar.