segunda-feira, 25 de julho de 2016

Aperta mais uma vez, a bendita saudade.


 Eita que saudade, eita que saudade que não aguenta no peito.
 Agora vou poder esquecer das horas e ver o sol nascer.
 Agora, tua risada vai poder parecer desconexa e alta, apagando o mundo inteiro lá fora.
 Agora. Ah, agora eu poderei te ter em minhas mãos.
 Poderei te abraçar.
 Agora, poderei sentir teus beijos, sentir tuas mãos correndo pelo meu corpo.
 Sentirei teu corpo colado ao meu, tua respiração, falha, junto ao meu pescoço.
 Agora, poderei compreender.
 Ah querido, agora poderei olhar nos teus olhos e dizer-lhe o que me neguei a aceitar.
 Só lhe peço, meu querido, que não fuja.
 Fique.
 Não peço nada demais, não é complicado.
 Não estou pedindo que invente sentimentos onde não os têm.
 Não querido, estou pedindo que fique, não me importo com reciprocidade.
 Fique.
 Não fuja, não agora querido. Esperei tanto tempo pra tirar isso do peito.
 Não fuja, esperei tanto tempo para tocar-lhe novamente.
 Fique. Eu sei cuidar de mim.
 Fique. Não fuja.
 A saudade aperta mais uma vez, e não vejo a hora de poder estar em seus braços, mais uma vez.

sábado, 9 de julho de 2016

Apenas me deixe flutuar por aí.

Sinto como se estivesse flutuando, boiando, meu corpo se movimenta enquanto estou parada, mas está tudo escuro.
 Não consigo ver nada, não sei onde estou, nem para onde estou sendo levada. Não, não tem ninguém comigo, estou completamente só, mas sei que algo me puxa, posso sentir isso na ponta de meus dedos.
 Estou calma, pelo menos por fora, pois sinto que pra onde vou é onde eu deveria estar,  mas o caminho me deixa em pânico. E se eu me desviar, e se eu me perder? O que eu vou ver se abrir meus olhos agora?
 Sinto que estou flutuando, mas não sei se estou indo para cima, baixo ou apenas parada no mesmo lugar. Não sei pra onde vou, nem onde estou, está escuro, mas sinto que alguém me espera no final.
 Sei que assim que chegar, não estarei mais sozinha, não estarei mais no escuro. Mas o percurso me assusta.  Não quero abrir meus olhos, não quero ver o mundo onde você não está, seja lá quem você for.
 Minha luz ainda não está aqui, e sinto que estou sendo observada, no escuro, mesmo estando sozinha e sei que se eu abrir os olhos agora, irei te perder. Não posso arriscar me perder de você, da luz no fundo desse caminho escuro